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Construir a escola pública de qualidade com todos

Sexta-feira, 19.09.08

 

Construir a escola pública de qualidade com todos
   Saudação ao Movimento Associativo de Pais


O novo ano lectivo que agora se inicia é promissor para a pretendida alteração de qualidade no paradigma da escola pública, aberta, para todos e com todos, de valores e aprendizagens que conduzam ao sucesso escolar dos alunos.

Uma escola aberta à comunidade – alunos, professores, pais, pessoal auxiliar, sociedade civil local – tem obrigatoriamente de se repensar e repraticar-se. Uma escola só é democrática e educa para a democracia se nela se exercer a prática democrática – e esse exercício não pode ser uma falácia ou um simulacro de participação de pais e alunos na vida da escola, como o tem sido até agora, ao se ignorarem por completo os direitos constitucionais de elementos da comunidade educativa! Uma democracia participada não pode ser amputada!

A Escola para ser efectivamente da Comunidade Educativa tem de partilhar a sua gestão e autonomia, única via para a legitimidade democrática, o pluralismo de interesses e o exercício de cidadania por todos os seus elementos constituintes – alunos, pais, professores e outros.

Este é o grande desafio histórico que se coloca aos pais e encarregados de educação – tomarem conscientemente em suas mãos a co-responsabilidade de educar!

Por isso, o nosso apelo à grande e empenhada participação dos pais e encarregados de educação nos órgãos de gestão e autonomia da escola, designadamente, o Conselho Geral, o Conselho Pedagógico e o Conselho de Turma.

Apelamos, igualmente, a que se elejam em todas as escolas, desde o jardim-de-infância ao secundário, representantes de pais de sala e de turma, e que se consagrem no Regulamento Interno das escolas as normas do exercício desta actividade. (*)

No contexto das políticas educativas recordamos que, já em Janeiro de 2005, a CONFAP defendia, entre outras, as seguintes medidas:

- Revisão da Lei de Bases do Sistema Educativo efectuada de forma amplamente consensual de forças políticas, económicas, organizações de pais, de professores, etc;

- Rápida implementação da cobertura nacional do ensino pré-escolar;


- Consagração do Manifesto para a Qualificação do 1.º Ciclo, aprovado no Fórum da Escola Pública, ocorrido em Coimbra, constituindo-o como instrumento basilar para garantir o sucesso educativo dos nossos filhos;


- Revisão curricular do 1.º Ciclo como ponto de partida para a revisão curricular integrada de todo o sistema de ensino não superior;

-  Implementação de uma efectiva articulação curricular nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, com a redução do número de disciplinas que os integram, com prevalência do trabalho por áreas de saber, dando-se condições às Escolas para que a Área de Projecto funcione como o eixo estruturante da transversalidade dos saberes e das competências gerais estabelecidas no currículo nacional;

-  Garantia de que a Formação Cívica passe a funcionar como a área disciplinar não curricular, em que as questões da educação para a cidadania são abordadas, com carácter obrigatório, nomeadamente as referentes à educação para a participação cívica, para a prevenção rodoviária, para a educação sexual, segurança e promoção da saúde;


-  Definição dos critérios de avaliação para todos os ciclos de ensino, considerando a necessidade de garantir que todos os alunos dominam com sucesso o Currículo Nacional em cada nível de ensino e assim transitam para o nível seguinte, bem como permitir o desenvolvimento de competências através da oferta educativa específica de escola;


-  Revisão curricular do Ensino Secundário integrando nele efectivamente o Ensino Profissional, cuja oferta se deseja duplicada no espaço de uma Legislatura, consagrando esta via de ensino como via nobre de sucesso educativo e pessoal que se oferece aos jovens, garantindo a permeabilidade e a equivalência com as outras vias de ensino e que, coerentemente, a sua frequência permita sempre o acesso ao Ensino Superior;


-  Definição e implementação de uma verdadeira política de Educação Especial e Apoios Sócios Educativos capazes de garantir uma escola verdadeiramente inclusiva para todos os níveis de ensino, incluindo a educação pré-escolar;


-  Reorientação das políticas públicas de Família, Saúde e Segurança Social, sob liderança da Educação, para o superior interesse da criança e reordenamento e articulação das estruturas centralizadas dos ministérios para uma política coerente que vise tornar a Educação a prioridade absoluta e estratégica de Portugal;


- Regulamentação da Lei n.º 31/2002 (Sistema de Avaliação da Educação e do Ensino Não Superior) com a também necessária e fundamental avaliação dos resultados da actividade docente, face aos objectivos dos Projectos Educativos.


                                                    
O papel da família e dos pais na escola tem de ser valorizado. As famílias não estão fora da escola mas no seu interior, através dos alunos! Mas, até há bem pouco tempo, eram mantidos fora das deliberações mais importantes para a escola.

Ou seja, desde o 25 de Abril de 1974, até muito recentemente, os pais estiveram impedidos de exercerem direitos de cidadania na escola. E sem o exercício desta prática não se adquirem hábitos de educação cívica, nem pais, nem alunos.


Para uma cultura de cidadania e responsabilidade, a CONFAP vai desencadear uma grande Campanha de Sensibilização dirigida aos pais através de vários meios audiovisuais na comunicação social e na escola, no sentido de ESTIMULAR a PARTICIPAÇÃO dos pais e encarregados de educação na educação dos seus filhos e educandos e na vida da escola.

No mesmo sentido vai a Petição que a CONFAP entregou na Assembleia da República, na qual se salienta que todos os pais, sem excepção, têm de ter garantido Tempo para exercerem os seus direitos e deveres parentais.

Vamos dar tempo ao tempo, porque o tempo não espera, porque é tempo de mudança, tempo de uma sociedade mais justa, equitativa, solidária, de progresso social e económico. E este tempo faz-se com a Educação! Faz-se com todos!

Acreditamos que os pais vão ser protagonistas nesta transformação, porque a família não é um sistema fechado mas aberto e evolutivo.

                                                      
A escola democrática, inclusiva e plural assenta no respeito pela heterogeneidade dos públicos escolares.
Donde, se é um dado adquirido que a escola também é dos alunos, faz falta consagrar esse direito através da criação de mecanismos para o seu exercício democrático.

Os progressos da sociedade democrática são recentes, e tem como adquirido que os seres humanos são iguais, o que conduziu nos nossos dias a um nivelamento da sociedade, igualizando jovens e velhos, crianças e adultos. Na sociedade contemporânea qual o papel das crianças (jovens, adolescentes)?

A UNICEF apelou aos governos democráticos que incluam a opinião das crianças 'no desenvolvimento das políticas públicas'. Os Artigos 12.º e 13.º da Convenção dos Direitos da Criança, consagram que os Estados devem garantir à criança “o direito de exprimirem livremente a sua opinião sobre as questões que lhe respeitam”, assegurando-lhe “a oportunidade de ser ouvida”, dado que lhe é reconhecido “o direito á liberdade de expressão”.

Educamos as crianças numa perspectiva vertical, esquecendo que elas também têm um papel a desempenhar.
Esquecemos que as crianças são sujeitos que se socializam entre si. Esquecemos que participação é dar voz, que conduz à acção para a autonomia.

Na Escola da Ponte, onde olham para os Alunos como pessoas, todas diferentes mas com direitos iguais, importantes e fascinantes, existe uma Assembleia de Escola semanal, na qual os intervenientes são os alunos! Esta Assembleia, segundo o Regulamento Interno, “proporciona e garante a participação democrática dos alunos na tomada de decisões que respeitam à organização e funcionamento da escola”. No Projecto Educativo lê-se que “os alunos, através de dispositivos de intervenção directa, serão responsavelmente implicados na gestão corrente das instalações e dos recursos materiais disponíveis, e, nos termos do Regulamento Interno, tomarão decisões com impacto na organização e no desenvolvimento das actividades escolares”.

Não temos dúvidas que quanto maior for o exercício da prática democrática de intervenção dos alunos, desde o 1.º Ciclo, maior será a sua consciência cívica e responsável, com consequências positivas, quer na diminuição da violência, da indisciplina, do insucesso e do abandono escolar, quer para a sua formação como cidadão.

Propomos, por isso, que nos Regulamentos Internos das escolas se criem órgãos de participação democrática dos alunos, adequados a cada ciclo de ensino.

Os direitos democráticos são uma conquista recente da sociedade, porém, o défice de participação das pessoas no exercício de participação na vida democrática, de cidadania, revela que é importante, fundamental, Educar para a Cidadania, quer na família, quer na escola, ou seja, Educar para a Responsabilidade.


Este é o tempo para dar o passo histórico na cultura da cidadania no nosso país!

Estamos confiantes que este ano lectivo se vai traduzir, com o apoio e empenho de toda a comunidade educativa, numa eficaz etapa no desenvolvimento da Educação e do País, com reflexos positivos no sucesso escolar dos nossos alunos.

A todos os pais e encarregados de educação, em particular aos que se empenham em dar tempo voluntário nas suas associações, em prol de uma educação de qualidade e de um futuro melhor para os nossos filhos e netos, a CONFAP, neste início de mais um ano lectivo, envia uma calorosa saudação de amizade e de solidariedade.

Contamos convosco. Contem connosco!

Conselho Executivo da CONFAP



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por Escola Qtª Morgados às 12:54

Plano Nacional de Leitura: Alunos recebem livro...

Quarta-feira, 17.09.08

 

Alunos do 1º ano recebem livro para incentivo da leitura


O Plano Nacional de Leitura oferece livros aos alunos que vão iniciar o 1.º Ciclo. A iniciativa consta de:

  • Distribuição dos livros, brochuras e etiquetas às crianças e às famílias.

    Esta distribuição decorrerá no acto da recepção dos alunos do 1º ano e das famílias, de modo a que a oferta dos livros e das brochuras seja vivida como um momento especial que crie um ambiente à volta do livro e valorize a leitura na escola e em família.


  • Ler+em família.
     
  • Comunicado Programa Um Livro Novo.
  •  

  • Cartaz 48x68.
  •  

    Cumprimentos

    Fernanda

     

     

    Ler mais em www.fersap.pt

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    por Escola Qtª Morgados às 18:12

    Mudanças à Vista - Algumas Informações aos Pais e EE

    Segunda-feira, 15.09.08

     

     Mudanças à vista:

    As etapas do processo que dizem respeito ao regime de autonomia e gestão das escolas devem estar terminadas até ao final de Maio de 2009, incluindo a alteração dos regulamentos internos dos estabelecimentos de ensino e a eleição do primeiro director. Com o novo diploma, os conselhos executivos são substituídos por um director com poderes reforçados e que poderá ser um docente do ensino público ou do particular e cooperativo com, pelo menos, cinco anos de serviço e qualificação para o exercício das funções de gestão escolar. "Entre as qualificações exigíveis para o desempenho do cargo contam-se a formação especializada em administração escolar ou educacional, a realização de um mestrado ou de um doutoramento nestas áreas ou, ainda, a experiência correspondente a um mandato completo com funções directivas na escola", adianta o ME.
     
    Assembleia de Escola:
     
    Assembleia de escola deixa de existir e surge um conselho geral, que tem a tarefa de eleger e destituir o director, e é constituído por representantes de professores, alunos, pais e autarquias. Neste conselho geral, estipulou-se que a participação dos trabalhadores docentes e não docentes não pode exceder os 50%. O conselho pedagógico mantém-se, só que é designado pelo director. Prevê-se ainda que o período de transição e de adaptação ao novo regime seja assegurado por um conselho geral transitório. Para o ME, esta legislação "visa reforçar a participação das famílias e das comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino, favorecer a constituição de lideranças fortes e reforçar a autonomia das escolas".
     
    Eleição dos directores:

    A avaliação dos professores vai continuar. No ano lectivo que terminou foram avaliados os docentes contratados, seguem-se os restantes professores durante 2008/2009, em três períodos distintos. O ME já explicou as regras. "A avaliação de desempenho tem como referência os objectivos e as metas fixadas no projecto educativo e no plano anual de actividades dos agrupamentos e das escolas". O progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar têm também o seu peso. A avaliação de docentes é incluída na componente não lectiva com determinadas regras. A tutela adianta que para cada avaliador deve considerar-se o critério de uma hora semanal para a avaliação de quatro docentes. "Quando as horas de componente não lectiva de estabelecimento e as horas de redução de que o professor usufruiu não forem suficientes, procede-se à redução da componente lectiva do docente".
     
     
     
     
    Faltas, computadores e apoio social

    O novo Estatuto do Aluno deverá entrar em pleno durante o ano lectivo. Se o aluno faltar sem justificação à prova de recuperação fica retido, no caso do Ensino Básico, ou excluído da frequência da disciplina, no caso do Secundário. O prazo limite de faltas a partir do qual o aluno é sujeito a medidas correctivas e à realização de uma prova de recuperação, mas só no caso de se tratar exclusivamente de ausências injustificadas, passou entretanto de três para duas semanas, se o aluno estiver no 1.º ciclo; e do triplo para o dobro dos tempos lectivos semanais de uma disciplina, se o estudante frequentar os restantes níveis de ensino. O aluno pode transitar de ano sem comparecer nas aulas, desde que obtenha aprovação na prova de recuperação, não sendo definido qualquer limite para o número de testes a que pode ser sujeito.
     
    Para mais informações
     

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    por Escola Qtª Morgados às 22:04

    10 Lições para entrar bem na escola

    Segunda-feira, 15.09.08

     

    Vai pela primeira vez para a escola? Vai mudar de estabelecimento? Transcrevemos do jornal PÚBLICO um interessante texto com conselhos úteis de ajuda a pais e filhos para enfrentar o início de novo ano lectivo.

    A ansiedade já tomou conta de muitas casas portuguesas. Para uns é o regresso às aulas, para outros é o início de uma nova aventura, sobretudo para aqueles que vão para a escola pela primeira vez, vão mudar de estabelecimento de ensino ou chumbaram e vão ter de repetir o ano. O PÚBLICO ouviu alguns especialistas, psicólogos e educadores, para ajudar os pais a ter calma e a transmiti-la aos mais pequenos.

    "Todos os momentos de transição são importantes nas nossas vidas e podem ser vividos com alegria e tranquilidade. Devem ser encarados com a mesma normalidade com que devem ser encaradas as mudanças constantes das nossas vidas", aconselha Maria João Santos, psicóloga educacional do Espaço para a Saúde da Criança e do Adolescente (ESCA), em Lisboa.

    Mas cabe também às famílias "antecipar as exigências e esperar dificuldades e diferenças" para que o ano corra da melhor maneira, recomenda Dulce Gonçalves, psicóloga educacional do Lispsi – Centro de Psicologia Clínica e Educacional de Lisboa.


    Pré-escolar: Adaptação com choro

    Para os mais pequenos, o início do ano lectivo pode ser terrível para os próprios, para os pais e para os educadores, diz Cristina Coelho, educadora de infância, para quem a adaptação das crianças à sala é feita de muitos choros.

    Aos pais, a educadora recomenda que tirem férias por estes dias para que ajudem a criança a adaptar-se ao novo ambiente, de um modo progressivo. Ou seja, no primeiro e segundo dia, o aluno fica só as primeiras horas da manhã; no terceiro já pode almoçar – a hora da refeição é uma altura complicada porque as crianças lembram-se mais de casa, explica a educadora; no quarto dia já pode ficar até ao lanche e, na segunda semana, já faz o horário completo.

    Esta não é uma receita perfeita porque deve ser adaptada a cada criança. Haverá algumas que se adaptam melhor e choram porque não querem sair da escola, mas outras nem por isso. Contudo, os pais devem ser firmes, sugere Cristina Coelho, ou seja, "por cada passo que se dá não podem voltar atrás".

    "O papel dos pais é o de orientar os filhos para estes seguirem, seguros, os seus caminhos", reforça Maria João Santos. Cristina Coelho concorda e acrescenta mais duas palavras: autonomia e confiança. Quanto mais autónomas forem as crianças - para comer, para controlar as idas à casa de banho -, mais facilidade terão em adaptar-se. Quanto mais confiança os pais tiverem no jardim-de-infância, melhor correrá a adaptação e o ano.


    1.º Ciclo: Conhecer o professor


    A mudança para o 1.º ciclo pode deixar os pais e os meninos apreensivos. Para uns é a mudança de escola, para todos é o deixar o educador de infância e passar a ter um professor que vai ensinar Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio.

    O primeiro passo é comprar os livros com antecedência, vê-los com os filhos e perceber que não lhes vai ser pedido nada de complicado, diz Maria do Céu Tavares, psicóloga no Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa. Uma visita à escola antes de as aulas começarem ajuda a criança a materializar e não a fantasiar sobre como é a escola e quem nela trabalha. Conhecer o professor que a vai receber é o ideal.

    Muitas escolas fazem um trabalho de adaptação de um ciclo para o outro. Por exemplo, os meninos do pré-escolar vão visitar a escola do 1.º ciclo e esclarecer alguns dos seus medos. "São importantes todas as iniciativas que possam antecipar ou reduzir a ansiedade que os filhos possam sentir", diz Maria João Santos, do ESCA.

    Também o dia de abertura do ano lectivo pode ser marcado por uma actividade promovida pela escola, como uma recepção de boas-vindas para crianças e famílias, com o objectivo de fazer uma visita, conhecer os professores e os serviços que oferece, segundo Isabel do Vale, psicóloga na Escola Básica Integrada Patrício Prazeres, em Lisboa.

    Em casa, os pais devem transmitir confiança na escola e nos profissionais, recomenda Maria do Céu Tavares. Devem também reforçar a mensagem de que andar na escola é bom, acrescenta Isabel do Vale. "Se a escola for valorizada, os alunos têm vontade de se empenhar e a sua integração é diferente."


    2.º Ciclo: Mudança significativa

    Para muitos especialistas, esta é a mudança de ciclo mais significativa. Do professor único, o aluno passa a ter várias disciplinas e vários docentes. Tem um horário que pode estar distribuído por várias salas de aula. Pode mudar de escola para outra onde os estudantes do 5.º ano, que têm entre nove e dez anos, são os mais novos, os mais pequenos, os que têm menos experiência no espaço da escola. Nesta altura, muitos ganham autonomia para gerir as horas das refeições e de estudo e os pais têm algum receio de que os miúdos sejam muito pequenos para o fazer.

    "É importante olhar para o novo ano como uma coisa nova, diferente, mas que não é complicada", aconselha Maria do Céu Tavares.

    Com antecedência, a família deve visitar a escola, saber como se compra a senha para o almoço ou onde fica a biblioteca. Deve ainda procurar informar-se se há colegas do ciclo anterior que também vão frequentar a mesma escola e procurar ter o material e os livros preparados a tempo do início do ano lectivo. Se tudo estiver organizado, menos motivos há que causem ansiedade aos filhos.

    Também neste ciclo, há escolas que no primeiro dia de aulas acolhem os alunos e famílias e promovem jogos para que os estudantes se comecem a conhecer. Alguns conselhos executivos também têm a preocupação de constituir turmas com alunos que venham da mesma escola do 1.º ciclo.

    Mais uma vez, a confiança é a palavra de ordem. Aos pais cabe transmitir que têm confiança na escola e nos seus profissionais.



     
    3.º Ciclo e Secundário: Menos preocupações?

    A maior parte das escolas públicas que oferecem o 2.º também têm turmas de 3.º ciclo, portanto a mudança é menos visível e preocupa menos os pais. Há mesmo estabelecimentos de ensino onde nem sequer se mexe nas turmas e o grupo segue junto do 5.º ao 9.º ano.

    Mas esta altura é complicada para mudanças porque os alunos estão também em plena adolescência. "É uma idade chata para os pais, mas também para eles", diz a psicóloga Maria do Céu Tavares, que explica que entre os 12 e os 15 anos os amigos assumem uma importância muito grande e os pais deixam de ser ouvidos ou de ser procurados para conversar.

    Como os laços com os colegas são muito fortes, a perda dos amigos do 6.º ano é, para muitos, um drama. Por isso, o papel dos pais é o de cimentar as amizades dos filhos, que não têm de cingir-se apenas ao universo da escola, para que estes tenham com quem partilhar as suas angústias e ansiedades, aconselha a psicóloga do Colégio do Sagrado Coração de Maria. Mas cabe também aos pais promover a confiança nas capacidades do adolescente para enfrentar as mudanças e incutir-lhe o quão importante é a mudança, aconselha Isabel do Vale. "Dar-lhes autonomia", resume Maria do Céu Tavares.

    O salto na maturidade dá-se por altura da entrada no secundário. Os amigos continuam a ser importantes mas ninguém segue uma área para estar com o grupo, salienta Maria do Céu Tavares.

    No entanto, quando se trata de escolher uma área de estudo, a família deve incentivar o aluno mas também estar atenta para ver se é realmente isso que ele quer.




     
     
    Dicas para repetentes: Quando os alunos têm de repetir o ano


    Não é fácil para nenhum aluno que tenha ficado retido ter de recomeçar o novo ano, mas a maior frustração já aconteceu: foi em Junho, quando as notas do 3.º período saíram. Nessa altura, a sua auto-estima pode ter ficado por terra ao ver os colegas passar e ele não.

    Mas "quando a retenção é justa e quando as crianças entendem que resultou de falta de empenhamento, o novo ano pode ser um momento positivo, a altura em que se vão empenhar para ultrapassar as suas dificuldades", defende Isabel do Vale, psicóloga da Escola Básica Integrada Patrício Prazeres, em Lisboa.

    A nova turma deve ser preparada para receber o aluno que teve insucesso, assim como os professores devem estar envolvidos para, desde cedo, identificar quais as áreas onde o aluno tem maiores dificuldades, de maneira a encaminhá-lo para apoios.Aos pais é recomendado que acompanhem as evoluções que o filho faz e o incentivem. A retenção não pode ser olhada como "uma desgraça, mas como uma nova partida para consolidar matérias", diz Maria do Céu Tavares, psicóloga do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa.

    "Um filho que tem de repetir foi penalizado pela escola, pela sociedade e por ele próprio. É fundamental que os pais reconheçam os êxitos, mesmo que moderados, para evitar o risco de se reparar só no que fazem mal", recomenda Dulce Gonçalves, psicóloga educacional, professora na Universidade de Lisboa e coordenadora científica do Lispsi - Centro de Psicologia Clínica e Educacional de Lisboa.

    Tenham os filhos chumbado ou não, "os pais devem esperar dificuldades e diferenças", avisa a psicóloga educacional. Se a ansiedade é provocada por não se saber o que vai ser o novo ano, uma coisa é sabida: haverá dificuldades porque "aprender exige esforço". Aliás, esta noção deve ser transmitida às crianças desde cedo, explica.

    "Aprender é bom, mas passa por fases de dificuldade que nos obrigam a insistir", diz Dulce Gonçalves. Com esta ideia, a psicóloga não tenciona "assustar os pais", mas ajudá-los a compreender que é importante fortalecer as crianças e que isso não passa por evitar o erro, mas por ensiná-las a superá-lo. Portanto, cabe aos pais a criação de situações em que os filhos possam aprender a gerir as dificuldades. Por exemplo, através de jogos, para que a criança saiba lidar com a dificuldade e a frustração de perder; ou através de tarefas domésticas, para exercitar a atenção e treinar o cumprimento de regras.

    "O insucesso escolar aumenta porque preparamos cada vez menos os alunos para as dificuldades", conclui a psicóloga do Lispsi.

    Público - 07.09.2008, Bárbara Wong

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    por Escola Qtª Morgados às 21:52

    Relatório de Avalição Externa do Nosso Agrupamento de Escolas

    Quinta-feira, 11.09.08

     

    Entre os dias 12 e 14/02/2008 esteve presente nas nossas escolas um grupo de avaliação externa do ministério da educação.

    Podem através deste link ler na integra o Relatório de Avaliação do Agrupamento de Pinhal de Frades.

    Cumprimentos

    Fernanda

     

     

     

    http://www.ige.min-edu.pt/upload/AEE_2008_DRLVT/AEE_08_Agr_Pinhal_Frades_R.pdf

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    por Escola Qtª Morgados às 15:44




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