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Pelo Leandro…

Domingo, 14.03.10

 

Perante uma situação de inferno quotidiano, o pequeno Leandro saltou de desespero para o suicídio.
Todos os pais sentiram as dores daquela mãe, que perdeu o seu filho, pois bem que poderia ser um caso passado connosco, e todos se questionaram o que deveria ter sido feito, para que este terrível desfecho não tivesse acontecido.
Ouvimos opiniões apaixonadas e acusações mais ou menos levianas de todos os quadrantes, sobre o que aconteceu, ou sobre o que se deveria ter feito, mas a verdade é que agora, já nada disso irá ajudar o Leandro. Ouço muita gente a acusar, que a escola, não fez nada, que a associação de pais, não fez nada, que os colegas, não fizeram nada, e até que os próprios pais e amigos, poderiam ter feito mais.
Infelizmente o que se ouve menos, é alguém a dizer, que está disponível para fazer algo, que vai ter a iniciativa de ajudar, para que ocasiões tristes como esta não se repitam.
Qual seria a resposta da maioria dos pais, educadores e alunos à pergunta: E tu? O que fizeste ou, o que fazes para que isto não aconteça na tua escola?
De certeza que teríamos muitas respostas egoístas, responsabilizando outros de um problema que é de todos, e muitas mais desculpas…
A verdade é, que na realidade, muito se fala, mas há pouco empenho e mobilização dos pais. De nada nos serve gritar por Santa Bárbara quando troveja, se antes não tratámos de colocar um pára-raios.
Sou da opinião, de que todos devíamos estar mais atentos, na medida do que é possível, aos outros Leandros e outros agressores que andam por aí. Apostar na prevenção e tirar da apatia, a quem assiste a estas tristes cenas e olha para o lado, na esperança de passar despercebido.
Mas não estaremos todos nós a fazer isso mesmo? Como pais somos convidados a definir e a melhorar estratégias para tentar proporcionar aos nossos filhos uma experiência escolar inesquecível e, nada melhor do que através do bom exemplo da participação, indicando-lhes um bom caminho, mas na prática (a afluência às reuniões de pais assim o prova), nunca demonstramos verdadeiro interesse.
Não é isto que a maioria dos alunos demonstra em relação aos seus colegas que são vítimas? Não podemos condená-los por seguirem o exemplo que a maioria dos pais lhes transmite – a omissão!
E como seria se os alunos vissem nos pais um bom exemplo de cidadania e de verdadeiro interesse educativo por eles, ao invés de deixar tudo nas mãos dos docentes?
Não digo com isto que com isto, que participassem e dessem ideias de melhoria todas as semanas (deixo isso para os verdadeiros aficionados), mas há muitas outras formas de participação. Um filho que veja os seus pais na escola, numa outra ocasião que não seja apenas para saber das notas, ou numa situação de castigo, mas sim numa ocasião de festa ou de melhoria da sua escola, onde depois pudesse dizer, o meu pai, minha mãe, e até mesmo, os meus avós, ajudaram a fazer isto ou aquilo e a minha escola está mais bonita, é uma criança que fica de bem com a escola! De certeza que com este exemplo, que se estará a afastar da indiferença e assumir como um facto natural a participação na vida escolar, criando assim abertura e familiaridade, que por sua vez irá gerar climas que proporcionam a uma maior inter-ajuda entre estudantes.
Apelo á coragem dos Pais, que quebrem rotinas e que arranjem um pouco de tempo para se interessarem verdadeiramente pela completa educação dos seus filhos.
Tenho a ideia utópica que com pequenos avanços destes se podem operar grandes feitos, rompendo assim ciclos de violência…

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por Escola Qtª Morgados às 09:23




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