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CONSTITUIÇÃO DE TURMAS

Quarta-feira, 25.10.06
 
Caros Amigos, tem surgido  algumas duvidas sobre as constituições das turmas, aqui vai alguma informação para vós.
Cumprimentos
Fernanda Garcia
(Presidente Ass.Pais )
Constituição de Turmas, Horários e Matrículas
 
 
 
 
 
Despacho n.º 13 765/2004 (2.ª série), de 13 de Julho
 
A organização da vida nas escolas e a regularidade do seu funcionamento pressupõem a existência de um conjunto de orientações relativas a matrículas, distribuição dos alunos por escolas e agrupamentos, regime de funcionamento das escolas e constituição de turmas.

A experiência resultante da reorganização curricular do ensino básico, aprovada em 2001, e a reforma do ensino secundário, aprovada em 2004 e que, a partir do ano lectivo de 2004-2005, começa a ser progressivamente aplicada nas escolas, justificam o ajustamento de algumas das normas gerais estabelecidas no despacho conjunto n.º 373/2002, de 23 de Abril.

Em face do que antecede e tendo presente nomeadamente os princípios consignados nos artigos 3.º e 4.º do Regime Jurídico da Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 115-A /98, de 4 de Maio, alterado pela Lei n.º 24/99, de 22 de Abril, e o disposto no Decreto-Lei n.º 301/93, de 31 de Agosto, determina-se:

1 - São alterados os números seguintes do despacho conjunto n.º 373/2002, de 23 de Abril, passando a ter a seguinte redacção:

Matrículas
'3.2 - A capacidade existente em cada escola ou agrupamento de escolas para matrícula ou renovação de matrícula é preenchida dando-se prioridade, sucessivamente, aos alunos:
a) Que frequentaram, no ano anterior, o ensino básico ou secundário no estabelecimento de ensino ou no respectivo agrupamento de escolas;
b) Com necessidades educativas especiais;
c) Com irmãos já matriculados no estabelecimento de ensino;
d) Cuja residência dos pais/encarregados de educação se situe na área de influência do estabelecimento de ensino, devidamente comprovada;
e) Cuja actividade dos pais/encarregados de educação, devidamente comprovada, se situe na área de influência do estabelecimento de ensino, dando-se prioridade aos mais novos.
3.2.1 - No caso dos cursos artísticos especializados nos domínios das Artes Visuais e dos Audiovisuais, aos candidatos a matrícula pela primeira vez nestes cursos no 10.º ano de escolaridade é dada prioridade aos alunos com melhor classificação final na disciplina de Educação Visual, aplicando-se, em caso de igualdade de classificações, sucessivamente, os critérios referidos no número anterior.
3.2.2 - Nos ensinos básico e secundário recorrente, as vagas existentes em cada escola ou agrupamento de escolas para matrícula ou renovação de matrícula são preenchidas, dando-se prioridade, sucessivamente, aos alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado, à maior proximidade geográfica da respectiva residência ou local de actividade profissional, sem prejuízo da aplicação complementar de outros critérios estabelecidos pela escola ou agrupamento.
3.4 - Durante a frequência de cada um dos ciclos do ensino básico ou do ensino secundário não devem ser permitidas transferências de alunos, a não ser por razões de natureza excepcional devidamente ponderadas pelo órgão de direcção executiva e decorrentes da vontade expressa e fundamentada do encarregado de educação, ou em situações de mudança de residência ou de local de trabalho, ou ainda da mudança de curso ou escolha de disciplina de opção ou especificação.
3.4.1 - A autorização de mudança de curso, solicitada pelo encarregado de educação ou pelo aluno, quando maior, dentro da mesma ou para outra modalidade de ensino, pode ser concedida até 31 de Dezembro, desde que exista vaga nas turmas constituídas.
 
Turmas
5.2 - As turmas do 1.º ciclo do ensino básico são constituídas por 24 alunos, não podendo ultrapassar esse limite.
5.2.1 - As turmas do 1.º ciclo do ensino básico, nas escolas de lugar único que incluam alunos de mais de dois anos de escolaridade, são constituídas por 18 alunos.
5.2.2 - As turmas do 1.º ciclo do ensino básico, nas escolas com mais de um lugar, que incluam alunos de mais de dois anos de escolaridade, são constituídas por 22 alunos.
5.3 - As turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade, são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 28 alunos.
5.4 - As turmas com alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado de qualquer nível de ensino, são constituídas por 20 alunos, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições.
5.5 - Nos cursos científico-humanísticos, nos cursos tecnológicos e nos cursos artísticos especializados, nos domínios das Artes Visuais e dos Audiovisuais, incluindo de ensino recorrente, o número mínimo para abertura de um curso é de 24 alunos e de uma disciplina de opção é de 14 alunos.
5.5.1 - É de 15 alunos o número para abertura de uma especificação nos cursos tecnológicos e de uma especialização nos cursos artísticos especializados.
5.5.2 - Se o número de alunos inscritos for superior ao previsto no número anterior, é permitida a abertura de duas ou mais turmas de uma mesma especificação ou a abertura de outra especificação do mesmo curso tecnológico, não podendo o número de alunos em cada uma delas ser inferior a oito.
5.5.3 - Na especialização dos cursos artísticos especializados, o número de alunos não pode ser inferior a oito, independentemente do curso de que sejam oriundos.
5.7 - É autorizado o desdobramento de turmas nas disciplinas do ensino secundário constantes do anexo I ao presente despacho que dele faz parte integrante, desde que estas sejam constituídas pelo mínimo de alunos referidos no anexo.
5.8 - As turmas dos anos sequenciais do ensino básico e dos cursos de nível secundário de educação, incluindo os do ensino recorrente, bem como das disciplinas de continuidade obrigatória, podem funcionar com um número de alunos inferior ao previsto nos números anteriores, desde que se trate de assegurar o prosseguimento de estudos aos alunos que, no ano lectivo anterior, frequentaram a escola com aproveitamento e tendo sempre em consideração que cada turma ou disciplina só pode funcionar com qualquer número de alunos quando for única.'

2 - As direcções regionais de educação apreciam e decidem sobre quaisquer propostas que as escolas apresentem referentes às matérias constantes do presente despacho.

3 - Mantêm-se em vigor os n.os 1, 2.1.1, 2.3.1, 2.3.2 e 2.3.3 do despacho n.º 22/SEED/95, de 24 de Julho, para os cursos previstos no Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto, até à sua extinção.

4 - É revogado o despacho conjunto n.º 138/SEBE/SEEBS/93, de 28 de Julho, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 196, de 21 de Agosto de 1993.

5 - O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

6 - Republica-se como anexo II o despacho conjunto n.º 373/2002, com as alterações agora introduzidas.

8 de Junho de 2004. - O Ministro da Educação, José David Gomes Justino. 
 
ANEXO I

1 - É autorizado o
desdobramento da turma:

1.1 - Na componente de formação específica dos cursos científico-humanísticos e nas componentes de formação científica e tecnológica dos cursos tecnológicos, até uma unidade lectiva semanal, quando o número de alunos da turma for superior a 15, nas seguintes disciplinas:
Biologia e Geologia;
Biologia;
Geologia;
Ecologia;
Técnicas de Ordenamento do Território;
Biologia Humana;
Física e Química A;
Física;
Química;
Física e Química B.

1.2 - Na componente de formação específica dos cursos científico-humanísticos e na componente de formação tecnológica dos cursos tecnológicos, até uma unidade lectiva semanal, quando o número de alunos da turma for superior a 22, nas seguintes disciplinas:
Aplicações Informáticas B;
Tecnologias Informáticas;
Bases de Programação;
Aplicações Informáticas A;
Sistemas de Informação Aplicada.

1.3 - Na componente de formação específica dos cursos científico humanísticos e na componente de formação tecnológica dos cursos tecnológicos, na totalidade da carga horária semanal, quando o número de alunos for superior a 22, nas seguintes disciplinas:
Oficina de Artes;
Oficina Multimédia B;
Tecnologias de Multimédia;
Oficina de Design de Equipamento;
Oficina de Multimédia A.

1.4 - Na componente de formação tecnológica dos cursos tecnológicos, na totalidade da carga horária semanal, quando o número de alunos da turma for superior a 15 alunos, nas seguintes disciplinas:
Práticas de Construção;
Práticas Laboratoriais de Electrotecnia/Electrónica;
Aplicações Tecnológicas de Electrotecnia/Electrónica.

ANEXO II

Despacho n.º 373/2002, com as alterações introduzidas
O despacho conjunto n.º 548-A/2001, de 20 de Junho, que veio revogar o despacho conjunto n.º 112/SEBE/SEEBS/93, de 17 de Junho, e o despacho n.º 22/SEED/95, de 24 de Julho, com excepção dos seus n.os 1, 2.1.1, 2.3.1, 2.3.2 e 2.3.3, fixava normas gerais para aplicação nas escolas no que se refere, nomeadamente, às matrículas, à distribuição dos alunos pelas escolas, ao regime de funcionamento das mesmas e à constituição das turmas.

A experiência resultante da aplicação do referido despacho conjunto aconselha a sua revisão, no sentido de uma melhor adequação às novas realidades do sistema educativo.

Assim, e tendo presente os princípios consignados no Regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 115-A /98, de 4 de Maio, e alterado pela Lei n.º 24/99, de 22 de Abril, determina-se:

1 - Âmbito - o presente despacho aplica-se às escolas e aos agrupamentos de escolas dos ensinos básico e secundário, públicas, particulares e cooperativas com contratos de associado, e às diferentes modalidades de ensino nelas ministradas, estabelecendo as normas a observar na matrícula e sua renovação, na distribuição dos alunos, no período de funcionamento dos cursos e na constituição das turmas.

2 -
Matrículas e renovação de matrículas:

2.1 - A frequência das escolas e dos agrupamentos de escolas do ensino público e do ensino particular e cooperativo com contrato de associação implica a prática de um dos seguintes actos:

a) Matrícula;

b) Renovação de matrícula.

2.2 - A matrícula tem lugar para ingresso, pela primeira vez, no ensino básico, no ensino secundário ou no ensino recorrente.

2.3 - Há ainda lugar a matrícula em caso de ingresso em qualquer ano de escolaridade dos níveis e modalidades de ensino referidas no número anterior por parte dos candidatos titulares de habilitações adquiridas em países estrangeiros.

2.4 - O pedido de matrícula para o ensino básico ou para os candidatos referidos no número anterior é apresentado na escola ou agrupamento de escolas do ensino público da área da residência do aluno.

2.5 - O pedido de matrícula para o ensino secundário é apresentado na escola/agrupamento onde o aluno concluiu o ensino básico, em prazo a definir pela escola, não podendo ultrapassar a data limite de 15 de Julho.

2.6 - No ensino recorrente, os candidatos podem apresentar o pedido de matrícula em qualquer escola ou agrupamento de escolas, à sua escolha, onde seja ministrada a referida modalidade de ensino.

2.6.1 - Os candidatos à frequência de cursos do ensino recorrente a funcionarem fora das escolas devem apresentar o seu pedido de matrícula no centro da área educativa onde os cursos são ministrados.

2.7 - A renovação de matrícula tem lugar, para prosseguimento de estudos, nos anos lectivos subsequentes ao da matrícula até à conclusão do ensino básico, do ensino secundário ou de qualquer curso do ensino recorrente.

2.8 - A renovação de matrícula realiza-se na escola ou agrupamento de escolas frequentado pelo aluno.

2.9 - A matrícula ou a sua renovação deve considerar-se condicional, só se tornando definitiva quando estiver concluído o processo de distribuição dos alunos pelos estabelecimentos de ensino.

3 - Distribuição dos alunos por escolas e agrupamentos:

3.1 - No boletim de matrícula ou de renovação de matrícula, o aluno ou o encarregado de educação deve indicar, por ordem de preferência, cinco estabelecimentos de ensino que o aluno pretende frequentar, devendo a mesma subordinar-se:

a) No caso do ensino básico, à proximidade da área da sua residência, ou da actividade profissional dos pais ou encarregados de educação, ou ainda ao percurso sequencial do aluno;

b) No caso do ensino secundário, à existência de curso, opções ou especificações pretendidas, devendo os serviços das escolas informar previamente os alunos ou os encarregados de educação da rede educativa existente.

3.2 - A capacidade existente em cada escola ou agrupamento de escolas para matrícula ou renovação de matrícula é preenchida dando-se prioridade, sucessivamente, aos alunos:

a) Que frequentaram, no ano anterior, o ensino básico ou secundário no estabelecimento de ensino ou no respectivo agrupamento de escolas;

b) Com necessidades educativas especiais;

c) Com irmãos já matriculados no estabelecimento de ensino;

d) Cuja residência dos pais/encarregados de educação se situe na área de influência do estabelecimento de ensino, devidamente comprovada;

e) Cuja actividade dos pais/encarregados de educação, devidamente comprovada, se situe na área de influência do estabelecimento de ensino, dando-se prioridade aos mais novos.

3.2.1 - No caso dos cursos artísticos especializados nos domínios das Artes Visuais e dos Audiovisuais, aos candidatos a matrícula pela primeira vez nestes cursos no 10.º ano de escolaridade é dada prioridade aos alunos com melhor classificação final na disciplina de Educação Visual, aplicando-se, em caso de igualdade de classificações, sucessivamente, os critérios referidos no número anterior.

3.2.2 - Nos ensinos básico e secundário recorrente, as vagas existentes em cada escola ou agrupamento de escolas para matrícula ou renovação de matrícula são preenchidas, dando-se prioridade, sucessivamente, aos alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado, à maior proximidade geográfica da respectiva residência ou local de actividade profissional, sem prejuízo da aplicação complementar de outros critérios estabelecidos pela escola ou agrupamento.

3.3 - Decorrente do estabelecido nos números anteriores, a direcção executiva de cada escola ou agrupamento de escolas elabora uma lista de alunos que requereram a primeira matrícula:

a) Até 5 de Julho, no caso do ensino básico;

b) Até 25 de Julho, no ensino secundário.

3.4 - Durante a frequência de cada um dos ciclos do ensino básico ou do ensino secundário não devem ser permitidas transferências de alunos, a não ser por razões de natureza excepcional devidamente ponderadas pelo órgão de direcção executiva e decorrentes da vontade expressa e fundamentada do encarregado de educação, ou em situações de mudança de residência ou de local de trabalho, ou ainda da mudança de curso ou escolha de disciplina de opção ou especificação.

3.4.1 - A autorização de mudança de curso, solicitada pelo encarregado de educação ou pelo aluno, quando maior, dentro da mesma ou para outra modalidade de ensino, pode ser concedida até 31 de Dezembro, desde que exista vaga nas turmas constituídas.

3.5 - Os alunos que não hajam solicitado mudança de estabelecimento de ensino só podem ser transferidos para escolas ou agrupamentos de escolas diferentes depois de ouvidos os encarregados de educação ou os próprios alunos, quando maiores, e mediante acordo entre os órgãos de direcção executiva das respectivas escolas ou agrupamentos de escolas ou ainda mediante autorização da respectiva direcção regional de educação.

3.6 - Em cada estabelecimento de ensino as listas dos candidatos admitidos nos ensinos básico e secundário devem ser afixadas até 30 de Julho de cada ano.

3.7 - Sempre que se verifiquem dificuldades na colocação do aluno em todas as escolas ou agrupamentos de escolas da sua preferência, após a aplicação dos critérios de selecção referidos nos n.os 3.2 e 3.3 do presente despacho, o pedido de matrícula ou de renovação de matrícula fica a aguardar decisão, a proferir até 30 de Julho, no estabelecimento de ensino indicado em última opção, devendo este, em colaboração com a direcção regional de educação respectiva, encontrar as soluções mais adequadas, tendo sempre em conta a prioridade do aluno em vagas recuperadas em todas as outras escolas pretendidas.

3.8 - O processo do aluno permanece todavia na escola de origem, à qual será solicitado pelo estabelecimento de ensino onde vier a ser colocado.

3.9 - Aos candidatos habilitados com qualquer curso do ensino secundário é permitida a frequência de outro curso, ou de outras disciplinas do curso já concluído, desde que, feita a distribuição dos alunos, exista vaga nas turmas constituídas.

3.9.1 - O disposto no número anterior, aplica-se igualmente aos candidatos habilitados com qualquer curso do ensino recorrente que pretendam frequentar outro curso na mesma modalidade de ensino ou outras disciplinas do curso já concluído.

4
- Período de funcionamento das escolas:

4.1 - A definição do período de funcionamento dos estabelecimentos de ensino, incluindo actividades lectivas e não lectivas, é da competência do respectivo órgão de direcção executiva, sob proposta do conselho pedagógico, ouvida a assembleia de escola, tendo sempre em consideração o número de turmas a acolher.

4.2 - Por decisão do órgão de direcção executiva, ouvida a assembleia de escola e procurando assegurar, em especial para o ensino básico, um horário comum de início e termo das actividades escolares para todos os alunos, as escolas e os agrupamentos de escolas organizam as suas actividades em regime normal.

4.2.1 - Excepcionalmente, sempre que as instalações não permitam o funcionamento em regime normal, as actividades do 1.º ciclo do ensino básico poderão ser organizadas em regime duplo, com um turno de manhã e outro de tarde.

4.3 - As actividades escolares decorrem de segunda-feira a sexta-feira, em horário a definir de acordo com o disposto no n.º 4.2.

4.4 - Sempre que as actividades escolares decorram nos períodos da manhã e da tarde, o intervalo do almoço não poderá ser inferior a uma hora para estabelecimentos de ensino dotados de refeitório e de uma hora e trinta minutos para os restantes.

4.5 - As aulas de Educação Física só poderão iniciar-se uma hora depois de findo o período que a escola definiu para o almoço.

5 -
Constituição de turmas:

5.1 - Na constituição das turmas devem prevalecer critérios de natureza pedagógica definidos no projecto educativo da escola, competindo ao órgão de direcção executiva aplicá-los no quadro de uma eficaz gestão e rentabilização de recursos humanos e materiais existentes e no respeito pelas regras constantes do presente despacho.

5.2 - As turmas do 1.º ciclo do ensino básico são constituídas por 24 alunos, não podendo ultrapassar esse limite.

5.2.1 - As turmas do 1.º ciclo do ensino básico, nas escolas de lugar único que incluam alunos de mais de dois anos de escolaridade, são constituídas por 18 alunos.

5.2.2 - As turmas do 1.º ciclo do ensino básico, nas escolas com mais de um lugar, que incluam alunos de mais de dois anos de escolaridade, são constituídas por 22 alunos.

5.3 - As turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade, são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 28 alunos.

5.4 - As turmas com alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado de qualquer nível de ensino, são constituídas por 20 alunos, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições.

5.5 - Nos cursos científico-humanísticos, nos cursos tecnológicos e nos cursos artísticos especializados, nos domínios das Artes Visuais e dos Audiovisuais, incluindo de ensino recorrente, o número mínimo para abertura de um curso é de 24 alunos e de uma disciplina de opção é de 14 alunos.

5.5.1 - É de 15 alunos o número para abertura de uma especificação nos cursos tecnológicos e de uma especialização nos cursos artísticos especializados.

5.5.2 - Se o número de alunos inscritos for superior ao previsto no número anterior, é permitida a abertura de duas ou mais turmas de uma mesma especificação ou a abertura de outra especificação do mesmo curso tecnológico, não podendo o número de alunos em cada uma delas ser inferior a oito.

5.5.3 - Na especialização dos cursos artísticos especializados, o número de alunos não pode ser inferior a oito, independentemente do curso de que sejam oriundos.

5.6 - O reforço nas disciplinas da componente de formação específica ou de formação científico-tecnológica decorrente do regime de permeabilidade previsto na legislação em vigor pode funcionar com qualquer número de alunos, depois de esgotadas as hipóteses de articulação e de coordenação entre escolas da mesma área pedagógica.

5.7 - E autorizado o desdobramento de turmas nas disciplinas do ensino secundário constantes do anexo I ao presente despacho que dele faz parte integrante, desde que estas sejam constituídas pelo mínimo de alunos referidos no anexo.

5.8 - As turmas dos anos sequenciais do ensino básico e dos cursos de nível secundário de educação, incluindo os do ensino recorrente, bem como das disciplinas de continuidade obrigatória, podem funcionar com um número de alunos inferior ao previsto nos números anteriores, desde que se trate de assegurar o prosseguimento de estudos aos alunos que, no ano lectivo anterior, frequentaram a escola com aproveitamento e tendo sempre em consideração que cada turma ou disciplina só pode funcionar com qualquer número de alunos quando for única.

5.9 - Não poderão ser constituídas turmas apenas com alunos em situação de retenção, com excepção de projectos devidamente fundamentados pelo órgão de direcção executiva dos estabelecimentos de ensino, ouvido o conselho pedagógico, e dos casos previstos nos mecanismos de transição dos planos de estudo do Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto, para os planos de estudo da Portaria n.º 710/2001, de 11 de Julho.

5.10 - Os candidatos à frequência do ensino básico mediatizado devem ser progressivamente encaminhados para escolas onde seja leccionado o 2.º ciclo do ensino básico directo, não podendo haver aumento do número de turmas no ensino básico mediatizado.

5.11 - A constituição, a título excepcional, de turmas com número inferior ou superior ao estabelecido nos números anteriores carece de autorização da respectiva direcção regional de educação, mediante análise de proposta fundamentada do órgão de direcção executiva do estabelecimento de ensino, ouvido o conselho pedagógico.

6 - Disposições transitórias - mantêm-se em vigor os n.os 1, 2.1.1, 2.3.1, 2.3.2 e 2.3.3 do despacho n.º 22/SEED/95, de 24 de Julho, para os cursos previstos no Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto, e até à sua extinção.

7 - Disposições finais:

7.1 - É revogado o despacho conjunto n.º 548-A/2001, de 20 de Junho.

7.2 - O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, aplicando-se a todas as actividades e decisões respeitantes à preparação do ano escolar de 2002-2003 e aos anos lectivos subsequentes e referentes a todos os níveis, graus e modalidades de ensino nele previstas.
 
 

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por Escola Qtª Morgados às 20:47

PLANO PARA DESENVOLVER HÁBITOS DE LEITURA NOS ALUNOS - FORMAÇÃO DE PAIS

Quarta-feira, 25.10.06
Plano para desenvolver hábitos de leitura nos alunos
O desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como a criação de hábitos de leitura nos alunos, são os grandes objectivos do Plano Nacional de Leitura, que vai ser implementado a partir do ano lectivo 2006/07.
Esta iniciativa, da responsabilidade do Ministério da Educação (ME), em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, constitui-se como uma prioridade política e um desígnio nacional, procurando dar resposta aos níveis de iliteracia da população em geral e dos jovens em particular.
 
Os resultados do PISA de 1997 e de 2003 relativos à avaliação de níveis de leitura revelaram que Portugal se encontra numa situação muito desfavorável, com 48 por cento dos alunos nos patamares inferiores (um e dois), numa escala de cinco níveis.
 
Neste contexto, este plano pretende estimular o prazer de ler nas crianças e nos jovens, intensificando o contacto precoce com os livros e a leitura na escola, designadamente nas salas de aula e nas bibliotecas escolares.
 
Com o intuito de promover a criação de hábitos de leitura desde cedo, esta iniciativa elegeu como público-alvo prioritário as crianças que frequentam o ensino pré-escolar e os alunos dos 1.º e 2.º ciclos, estendendo-se, ainda, aos restantes níveis de ensino e ao público não escolar.
 
Programas de incentivo e apoio à leitura
 
O Plano Nacional de Leitura vai desenvolver-se em duas fases, de cinco anos cada. Numa primeira fase, está previsto o desenvolvimento de diversas iniciativas, nomeadamente de programas de intervenção e de formação da responsabilidade do ME, com coordenação de uma comissão presidida pela professora e escritora Isabel Alçada, que trabalhará em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares.
 
Estes programas, definidos com o objectivo de incentivar e apoiar a leitura e a escrita em contexto escolar, serão organizados de acordo com os níveis de escolaridade frequentados pelos alunos.
 
Para concretizar estas medidas, vão ser definidos tempos destinados à leitura nos diferentes níveis de escolaridade, que deverão ser diários no jardim-de-infância e no 1.º ciclo, passando a semanais nos restantes graus de ensino.
 
Assim, no 1.º ciclo as crianças deverão dedicar uma hora por dia à leitura e à escrita centradas em livros ajustados aos seus interesses e níveis de competência linguística, enquanto nos níveis de ensino subsequentes deverá ser incluído um tempo lectivo, de 45 minutos, na planificação semanal das aulas de Língua Portuguesa/Português, para o mesmo efeito.
 
Para desenvolverem as actividades, os educadores e professores vão poder contar com orientações, disponibilizadas on-line, que incluem não só listagens de obras adequadas às diferentes faixas etárias, como também sugestões de actividades de animação do livro e indicações para a avaliação dos alunos.
 
As escolas vão dispor gradualmente de financiamento, com o contributo de parceiros, mecenas e patrocinadores, para aquisição das obras recomendadas, que devem contemplar géneros literários distintos (contos, teatro, fábulas, livros de aventuras, poesia, etc.), com um número de exemplares suficiente para possibilitar o trabalho colectivo, em grupo e individual.
 
Jardim-de-infância
Programa
Actividades
Está na Hora dos Livros
Momentos de leitura diária, jogos e outras actividades lúdicas que impliquem o contacto com os livros
Encontros com escritores e ilustradores
Organização de feiras do livro, concursos e actividades centradas em histórias
Envolvimento dos pais e de voluntários da comunidade em actividades de promoção da leitura
 
1.º Ciclo
Programa
Actividades
Está na Hora da Leitura
Uma hora diária dedicada à leitura e à escrita centrada em livros adequados à faixa etária dos alunos
Actividades relacionadas com a leitura conjunta e o contacto com livros, jornais e revistas
Utilização continuada dos recursos disponíveis nas bibliotecas escolares
Encontros com escritores e ilustradores
Feiras do livro, concursos, jogos e prémios
Envolvimento dos pais e de voluntários da comunidade em actividades de promoção da leitura
 
2.º ciclo
Programa
Actividades
Quanto mais Livros Melhor
Um tempo lectivo (45 minutos) por semana das aulas de Língua Portuguesa dedicado a actividades de leitura e escrita centradas em livros
Momentos destinados ao contacto com livros e realização de actividades de leitura e escrita noutras áreas curriculares e não curriculares
Utilização continuada dos recursos disponíveis nas bibliotecas escolares, incluindo periódicos em versão impressa e on-line
Encontros com escritores e ilustradores
Feiras do livro, concursos, jogos e prémios
 
 3.º Ciclo e secundário
 Em 2006/2007 serão anunciados concursos nacionais de leitura destinados aos alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário. A partir de 2008, serão lançados programas de leitura para o 3.º ciclo e para o ensino secundário, a desenvolver em contexto escolar e nos tempos livres, com apoio das bibliotecas escolares.
 
Programa
Actividades em contexto escolar
Navegar na Leitura
Utilização continuada nas actividades lectivas dos recursos disponíveis nas bibliotecas escolares, incluindo periódicos em versão impressa e on-line
Momentos destinados ao contacto com livros e realização de actividades de leitura e escrita nas actividades curriculares e não curriculares
Organização de clubes que proporcionem momentos de leitura entre pares
Encontros com escritores e ilustradores
Feiras do livro, concursos e jogos
Prémios com apoio da comunicação social
 
 
Outras áreas de intervenção
 
Os programas de promoção da leitura vão ser acompanhados por um conjunto de acções que contribuem para a concretização dos objectivos definidos:
 
Realização de estudos ─ O Plano Nacional de Leitura será tecnicamente fundamentado por um conjunto de estudos, coordenados pelo Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo GIASE ), que permitirão criar instrumentos para avaliar a eficácia das acções desenvolvidas.
 
Construção de um site ─ Para assegurar a interacção com as escolas e as entidades envolvidas, foi construída a página www.planonacionaldeleitura.gov.pt / href ="http:/ www.planonacionaldeleitura.gov.pt /" target=_blank www.planonacionaldeleitura.gov.pt , em permanente actualização, com orientações de leitura para as diversas faixas etárias e instrumentos metodológicos destinados a todos os intervenientes. Este site, ao mesmo tempo que permite a criação de uma rede nacional de informação sobre projectos e iniciativas de promoção da leitura, possibilita a monitorização da acção dos diferentes participantes.
 
Promoção de acções de formação ─ Com o objectivo de apoiar os intervenientes, serão realizadas acções de formação presenciais e on-line dirigidas a educadores, professores, bibliotecários, contadores de histórias, animadores, mediadores e, eventualmente, voluntários (ver nota). A formação para os professores do 1.º ciclo irá decorrer em articulação com o Programa de Formação Contínua em Língua Portuguesa, que vai ser implementado no próximo ano lectivo.
 
Desenvolvimento de uma campanha de comunicação ─  Está prevista a realização de uma campanha de comunicação destinada a sensibilizar a opinião pública, a criar condições para um acolhimento favorável por parte do público-alvo e da comunicação social, a mobilizar instituições e a captar parceiros, mecenas e patrocinadores.
 
Fases de execução
 
Primeira fase ─  A primeira fase será concluída com a divulgação dos estudos e dos resultados da avaliação dos programas concretizados durante os primeiros cinco anos.
 
Segunda fase ─ A partir dos resultados dos estudos realizados, incluindo a avaliação da primeira fase, terá início uma segunda etapa, com a duração de mais cinco anos, em que serão definidos novos programas, metas e estudos. Os instrumentos entretanto criados deverão permitir:
 
  • Traçar metas para o desenvolvimento da literacia e dos hábitos de leitura, nos diversos níveis de escolaridade;
  • Dar continuidade a estudos em cursos e lançar novos estudos que permitam obter informação sobre domínios fundamentais para o aprofundamento das questões da leitura;
  • Redefinir os programas de intervenção e de formação, tendo como referência as metas definidas pela investigação;
  • Identificar necessidades e programas de apoio dirigidos aos intervenientes neste processo;
  • Alargar e redireccionar as áreas de intervenção;
  • Mobilizar instituições e apoiar novas iniciativas que contribuam para desenvolver a leitura.
 
Cumprimentos
Fernanda Garcia
Presidente Ap
 

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por Escola Qtª Morgados às 20:34